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19/04/2016

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Nanotecnologia: Artigo publicado na Nature revela comportamento de novo material

Nanotecnologia: Artigo publicado na Nature revela comportamento de novo material

Crescimento de pequenos filamentos de prata no tungstato de prata foi observado por pesquisadores do CDMF: fato é inédito na literatura sobre o tema

 

O tungstato de prata (Ag2WO4) é um material sintetizado em laboratório que, quando exposto a condições específicas pode apresentar diversas propriedades com aplicações em várias áreas. O Ag2WO4 tem apresentado propriedades multifuncionais como fotoluminescência, que é aplicada em equipamentos que utilizam LED, bactericida, fungicida e sensor de gases”.Este fato foi ressaltado por um artigo recente do  Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) publicado em Nanoscale em 2014 no Royal Society of Chemistry (RSC), em que se demonstra que as que as nanoestruturas de Ag2WO4 são sensores de ozono muito eficientes, estando situado entre os trabalhos top 10 dos mais citados e acessados nas revistas científicas da RSC. 

A descoberta realizada pelo CDMF pode aprimorar a compreensão sobre o comportamento do Ag2WO4. Um artigo assinado por pesquisadores do Centro e publicadona revista Scientific Reports – Nature, uma das mais importantes publicações científicas do mundo, revelou que a prata crescida na superfície do Ag2WO4 sofre um processo de desagregação.

 

O artigo foi assinado pelos pesquisadores Elson Longo, Waldir Avansi Jr., Jefferson Bettini, Juan Andrés e Lourdes Gracia. A pesquisa com o tungstato de prata é feita através de uma parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (USFCar), Universidade Estadual Paulista (UNESP) e a Universidade Jaume I, da Espanha. O artigo publicado na revista Scientific Reports – Nature pode ser encontrado no link: http://www.nature.com/articles/srep21498.

 

O coordenador do CDMF, professor Elson Longo, explica que as análises feitas a partir do microscópio eletrônico de transmissão (MET) mostraram que na ponta do filamento da prata havia uma nuvem de partículas menores do mesmo material – que interagem formando nanopartículas ainda menores, nanoclusters. “Esse fenômeno nunca foi observado antes na literatura especializada”, disse.

 

Para que o filamento de prata cresça na superfície do tungstato de prata, o microscópio de transmissão irradia um feixe de elétrons no material. Através da interação entre os elétrons que batem nos íons de prata e se reduzem, os pesquisadores obtém o crescimento do filamento de prata na superfície do Ag2WO4. Este tratamento com elétrons melhora suas  propriedades fotoluminescente, de fotodegradação e a atividade bactericida.

 

Com o avanço das técnicas e o aprimoramento tecnológico na área de microscopia eletrônica de alta resolução é possível observar um novo universo nos estudos em nanotecnologia. Segundo Longo, essa descoberta ajuda no entendimento sobre o comportamento de materiais nanométricos. “O artigo publicado na Scientific Reports melhora a compreensão do fenômeno de interação entre o elétron, partícula, com a matéria, tungstato de prata”.

 

Sobre o CDMF

 

O CDMF é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiados pela FAPESP. O Centro também recebe investimento do CNPq, a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN), integrando uma rede de pesquisa entre UNESP, UFSCar, Universidade de São Paulo (USP) e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

 

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