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22/04/2016

HomeNoticiasEstadão e Folha divulgam baixa do sistema Cantareira com índice distorcido da Sabesp
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Estadão e Folha divulgam baixa do sistema Cantareira com índice distorcido da Sabesp

Estadão e Folha divulgam baixa do sistema Cantareira com índice distorcido da Sabesp

Estadão e Folha divulgam baixa do sistema Cantareira com índice distorcido da Sabesp

20 de April de 2016

MAURÍCIO TUFFANI
Editor
Apesar de a própria Sabesp não ter mais usado recentemente em comunicados à imprensa os seus distorcidos índices do sistema Cantareira, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo usam um indicador sem consistência matemática para mostrar a recente baixa do nível de armazenamento de água. Ontem (terça-feira, 19/4) os dois grandes jornais paulistanos afirmaram que estava com 66,1% de sua capacidade total esse conjunto de reservatórios que agora voltou a abastecer cerca de 7,4 milhões de habitantes da Grande São Paulo.

 

Uso não autorizado

Na verdade, o percentual correto de armazenamento do Cantareira ontem, considerando o volume morto, é menor: 51,1%. Mas a Sabesp não está mais autorizada a considerar como disponível essa reserva profunda. Desse modo, o índice é de 36,8% se for calculado da mesma forma como sempre foi desde 2004 até maio de 2014, quando a estatal paulista começou a bombear para cima não só a água situada abaixo dos tubos de captação, mas também os números usados para indicar o armazenamento do sistema.

 

Aberração matemática

Como já explicou Direto da Ciência em post de 4/4, o “método” usado pela Sabesp para obter esse dado de 66,1% consiste em uma insólita fração de cálculo que tem no denominador somente o volume útil total regular do sistema Cantareira — ou seja, sem considerar a chamada reserva técnica ou volume morto —, mas tem no numerador toda a água armazenada, inclusive a do volume morto. Para simplificar, o melhor é lembrar o seguinte trecho daquele texto.

Para quem ainda não percebeu o desatino lógico de tal “método”, basta pensar o seguinte: se o armazenamento desse conjunto de reservatórios estiver no máximo de sua capacidade — o que já aconteceu em 2010 —, o Índice 1 correspondente não será de 100%, nem de uma pequena variação para mais. Será o absurdo percentual de 129,3%, pois na parte superior da fração de cálculo haverá pelo menos 1,27 trilhão de litros de água, enquanto na inferior estará apenas o volume útil de 982 bilhões de litros.

 

Sem tocar no assunto

Na semana passada (14/4), apesar de ainda manter os três índices distintos do Cantareira em sua página “Situação dos Mananciais”, a Sabesp expediu uma cuidadosanota à imprensa para informar que esse sistema, que chegou a ficar restrito a 5,4 milhões de habitantes no auge da crise, voltou a abastecer 7,4 milhões de moradores. Dessa vez, no entanto, nenhum percentual de armazenamento foi mencionado.

 

 

Leia a reportagem completa em: http://www.diretodaciencia.com/2016/04/20/estadao-e-folha-divulgam-baixa-do-sistema-cantareira-com-indice-distorcido-da-sabesp/

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